14 de out de 2012

Comprar, Jogar Fora, Comprar - A História da Obsolescência Planejada

Quinta-feira 18 de outubro às 14.30 - Sala Multiuso (PUCG)

Comprar, Jogar Fora, Comprar - A História da Obsolescência Planejada (França-Espanha, 2011)

Leia entrevista com a diretora Cosima Dannoritzer




A sessão (exibição do filme e debate) sera realizada no contexto das atividades da Agenda Acadêmica. Veja a seguir:


Workshop: "Do Desenvolvimento Sustentável à Economia Verde: percursos conceituais e dilemas contemporâneos"

Descrição da atividade: 

Esta atividade, realizada em parceira pelo NESA-Núcleo de Estudos SocioAmbientais e o Cineclube SocioAmbiental Campos, objetiva oferecer aos participantes um espaço de formação e de debate sobre a chamada "Economia Verde". Para isso, recorreremos a uma dinâmica que combine a apresentação de conteúdo de caráter mais teórico com a apresentação de um filme de forma a promover a capacidade analítica e crítica nos alunos. A oficina estará dividida nas seguintes etapas: 1) Apresentação (no formato de palestras) do histórico do surgimento do conceito Economia Verde, vinculando seu percurso à noção de Desenvolvimento Sustentável; 2) Problematização: é possível uma "economia verde" nas formas que assume o capitalismo contemporâneo? 3) Exibição do filme "Comprar, Jogar Fora, Comprar - A História da Obsolescência Planejada" (França-Espanha, 2011) 4) Debate


 Clique aqui para ver a programação da semana, no Pólo Universitário de Campos dos Goytacazes. 


MAIS sobre o DOCUMENTÁRIO no FÓRUM BRASILEIRO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA


Baterias que "morrem" em 18 meses de uso; impressoras bloqueadas ao alcançar um determinado número de impressões; lâmpadas que derretem às mil horas... Por que, apesar dos avanços em tecnologia, os produtos de consumo duram cada vez menos?
Filmado na Catalunha, França, Alemanha, Estados Unidos e Gana, “Comprar, descartar, comprar” faz uma viagem através da história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto, para aumentar o seu consumo pois, como publicado em 1928 em uma influente revista de publicidade estadunidense, “um artigo que não se deteriora é uma tragédia para os negócios."
O documentário, dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela TV espanhola, é o resultado de três anos de pesquisa; faz uso de imagens de arquivo pouco conhecido, fornece provas documentais e mostra as desastrosas conseqüências ambientais decorrentes dessa prática. Também apresenta vários exemplos do espírito de resistência que está crescendo entre os consumidores, e inclui a análise e opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.

Uma “luz” na origem da obsolescência planejada

Tomas Edison fez a sua primeira lâmpada em 1881. Durou 1.500 horas. Em 1911, um anúncio na imprensa espanhola destacou os benefícios de uma marca de lâmpadas com um certificado de duração de 2.500 horas. Mas, como foi revelado no documentário, em 1924 um cartel que reunia os principais fabricantes na Europa e os Estados Unidos negociaram para limitar a vida útil de uma lâmpada elétrica à 1.000 horas. O cartel foi chamado “Phoebus” e, oficialmente, nunca existiu, mas, em “Comprar, descartar, comprar” é mostrado o ponto de partida de obsolescência planejada, que hoje é aplicado a produtos eletrônicos de última geração, como impressoras e iPods, e aplicada também na indústria têxtil.

Consumidores rebeldes na era da Internet

Ao longo da história do “vencimento previsto”, o filme descreve um período da história da economia nos últimos cem anos e mostra um fato interessante: a mudança de atitude nos consumidores, através do uso de redes sociais e da Internet. O caso dos irmãos Neistat, do programador de computador Vitaly Kiselev, e do catalão Marcos López demonstram isso.

África, aterro eletrônico do Primeiro Mundo

Este uso e descarte constantes têm graves conseqüências ambientais. Como vemos nesta pesquisa, países como o Gana estão se tornando a lixeira eletrônica do Primeiro Mundo. Até então, periodicamente, centenas de containers chegam cheios de resíduos, sob o rótulo de "material de segunda mão", e, eventualmente, tomar o lugar de rios ou campos onde as crianças brincam.
Além da denúncia, o documentário dá visibilidade aos empresários que implementam novos modelos de negócio, e ouvem as alternativas propostas por intelectuais como Serge Latouche, que fala sobre empreender a revolução do “decrescimento”, a redução do consumo e a produção para economizar tempo e desenvolver outras formas de riqueza, como a amizade ou o conhecimento, que não se esgotam ao usá-los.

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MATÉRIA no Jornal O Globo ("Economia") 7/10/2012 - Produtos feitos (de propósito) para durar pouco




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